Lambendo a cria

Hoje é domingo, dia de ficar babando o filhão. Antes um parênteses (já repararam que eu adoro parênteses?): pais e mães (eu aí inclusa) têm a mania de ficar descrevendo as gracinhas e particularidades de seus pimpolhos. Tudo bem, mas é preciso não se perder de vista que,  em se tratando de filhos – o meu, os seus, os nossos – tudo, incluindo aí aquela famigerada formatura de alfabetização e os vídeos em que eles aparecem ‘liiiiindos’, só tem graça para os pais. Isso posto, o blog é meu e eu vou escrever assim mesmo e, se ninguém comentar, eu vou entender.

O fato é que o guri passou na UFF na primeira fase em 40º lugar. ‘Grandes coisas’, vocês vão pensar. Porém, num universo de mais de 500 candidatos, isso tem algum significado. E atenção, o significado é esse que eu vou escrever agora (estão prontos?): O guri é bom bagarai!!!!!! A nota dele inclusive foi bem alta pra carreira que ele escolheu. Tivesse ele tirado um pontinho a mais estaria dentro da nota de corte para uma carreira hiper-concorrida, tipo medicina (E ainda bem que ele não escolheu medicina, porque ficar de fora por um mísero ponto é de lascar.)

Hoje eu o levei pra fazer a prova da UERJ, sendo que essa é a última opção dele, mesmo tendo tirado B na primeira fase. Ir para o Rio estudar – ainda mais no Maracanã – está fora das nossas pretensões. Semana que vem ele faz a última da UFF e acabou a maratona. Um ano acordando cedo, tendo aulas o dia inteiro quase todos os dias da semana, estudando sábado e às vezes até no feriado. Ano que vem ele inaugura uma nova fase na vida e parece que eu estou mais ansiosa que ele (claro, né?).

Como ele é a parte adulta  e madura da nossa relação, ele nunca deixa de me lembrar que ainda não acabou, que ainda tem mais uma prova e que ele pode – sim – zerar alguma questão e não passar. Aí eu digo, balançando a cabeça com um ar de sábia: ‘Claro, claro filho, temos que estar preparados pra tudo’. Mas por dentro fico pensando, ‘Tá maluco, moleque, você acha mesmo que pode ser reprovado?’

E pra terminar, uma confissão minha que eu preciso fazer há tempos. Gente, só a análise me salvou de ser uma daquelas mães loucas, sabem, tipo aquelas de novela (alguém aí lembra da lendária dona Armênia, da novela Rainha da Sucata, aquela que ficava batendo no peito e falando ‘Minhas filhinhas, minhas filhinhas’? As ‘filhinhas’, pra quem não sabe, eram três galalaus de perna cabeluda que ela tratava como menininhos…). Foi por pouco que eu não me tornei em algo tão caricato quanto uma mãe judia. Pelo post dá pra sentir que eu tenho potencial, né? Hehehehe.

Bom domingo!

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E pra quem não lembra da dona Armênia, olha ela aqui:

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12 Comments

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12 responses to “Lambendo a cria

  1. arthur

    Hahahahaha … adorei o post.

    Mas quem pede objetividade de uma mãe?

  2. parabéns pelo guri é bom bagarai (usando suas palavras heim) e q venha a próxima fase…
    beijos

  3. Su

    Cris, já conversamos bastante sobre isso, né? Só quem é mãe é capaz de entender esse sentimento devastador. Quem é tia (meu caso), vai seguindo tentando encontrar explicações pra tudo isso, achando que entende alguma coisa (quando na verdade, não entende nada!). Por enquanto, sigo observando e comentando – sim, porque veja bem, não tem nada mais divertido do que falar da criação do filhos dos outros (ah, talvez tenha: falar do casamento alheio, ahahahaha!). Se bem que já não posso mais, pois este item faz parte das minhas resoluções de ano novo. Enfim. Sigo torcendo pelo “meninão” e pelo seu sucesso no vestibular. Palavra essa que me causa arrepios… pior que isso, só final de tese sem dinheiro. Argh! 🙂
    Beijos, lindona!

  4. ah, thur, impossível ser objetiva numa hora dessas…

    brigada, ju. pra mim tá sendo muito bom acompanhar a vidinha dele.

    su, daqui a pouco ninguém vai ter mais nada pra comentar sobre meus posts falando do filhote, mas tudo bem. eu escrevo porque gosto mesmo e porque é uma coisa quase irrefreável. mas reconheço que pra ficar chato falta um tantinho de nada… mãe e pai que fala de filho o tempo todo é foda, né. eu tento não ser monocórdica, mas essa fase tá sendo muito emocionante mesmo. espero que vocês consigam me aturar, hehehe.

    bjs pra vcs, lindões!

  5. Su

    Olha, prometo que se você mudar aquela minha cara de “cebola estranha” ali em cima, eu sigo acompanhando seu blog incondicionalmente! 😀
    Falar de filho (mesmo eu não tendo um) é tão bom e gera tanta reflexão produtiva tanto quanto qualquer outro tema (claro que uns dão mais ibope que outros, mas tudo bem eheheheh). Eu vou continuar comprando na quitanda sim! Beijos!

  6. ai, su, tentei mudar mas acho que não melhorou muito não, né? hihihihihi.

  7. pronto, su. agora tu não é mais uma cebola descabelada. bj!!!

  8. ah, eu preferia a cebolinha, tão linda… rs
    beijos

  9. Su

    Ahahahahahah! E não é que ela se deu ao trabalho de mudar? Querida! Adorei, minha auto-estima agradece 😛
    Desculpa aí, Sentimental, mas você sempre aparece por aqui lindona, com tudo em cima e ainda por cima com uma rosa na mão… mundo injusto, esse! ahahahah! Beijos e mais beijos.

  10. Ah Su, mas vc é LINDA de qualquer jeito, parecendo ou não uma cebolita de cabelos arrepiados… mas assim ficou ‘munitinha’ tmb…. kkkkk
    beijos

  11. Su

    Vocês são umas fofas!
    “Cebolita de cabelos arrepiados” é ótimo… rsrsrssrsr.

  12. Uau, mãe judia, que legal, que orgulho, parabéns, o piá é do bom mesmo hein. Aliás, nunca duvidei – com o exemplo de mãe CDF que tem em casa. Bjks.

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