Sobre igrejas e coisas afins

A gente precisa se posicionar pelo menos um pouco nessa vida. Pelo menos um pouco. Todo mundo acha bonitinho vestido de noiva e batizado. Pois é. Vamos cair fora das igrejas. E quando elas nos expulsam a gente vê melhor que ela não serve pra gente. Veja que eu não digo que não serve pra mim. Digo que não serve pra ninguém. E fica essa caretice agora. Do pessoal querendo que a igreja aceite de volta. Ai. Igreja a gente não reforma. A gente explode. Uma coisa assim. Melhor não conversar esse assunto.”

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Quem escreveu esse texto não fui eu. Foi ela – e é uma das coisas mais lúcidas que eu já li sobre o assunto. A respeito da tal excomunhão. Eu já tive a minha cota de religião nessa vida. Coisa de adolescente. Hoje em dia eu acho que nenhuma serve pra nada. E que elas devem ser combatidas, pois o mal que causam é muito, mas muito maior do que qualquer ‘benefício’ que possam trazer. E antes que me perguntem, eu tenho fé. Na vida, nas pessoas, no amor. Acho que isso é suficiente pra alimentar a minha existência e me dar algum alento. Muito mais do que qualquer ficção institucional, essas que seguem pregando a vida no além, ou coisa que valha.

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5 Comments

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5 responses to “Sobre igrejas e coisas afins

  1. Concordo com tudo. Essa história toda da igreja contra o aborto da menina de 9 anos que ia morrer se não tirasse as crianças é um absurdo. Simplesmente não dá pra acreditar. Tipo, é crime o aborto, mas não é crime ela morrer por causa de duas crianças que vieram ao mundo através de um estrupo causado pelo padrasto da menina?? Morri.

    Sobre religião não servir pra nada nem pra ninguém… bem, acho que muita gente vê esperança na religião (toda aquela história de sofra na terra e viva feliz no céu). Mas já disseram que esperança foi um dos males da caixa de Pandora, não é mesmo?

    Beijos, Cris. Bom sábado pra ti.

  2. Arthur

    Se já duvido seriamente da existência de um barbudinho, nem tenho condição de levar a sério pessoas que dizem falar por ele.

  3. Concordo em explodir as igrejas, todas elas. No lugar eu faria cinemas, livrarias e botecos hehe
    Ótimo sábado pra vc. =*

  4. Uma vez eu falava com um amigo sobre esta necessidade que a gente tem de se sentir aceito por algumas instâncias. A gente é tão carente, né?

  5. eu acho que a gente é mais angustiado que carente, bruno. meu remédio pra isso se chama lacan. na veia.

    karol, eu concordo. legal se os espaços pudessem congregrar as 3 coisas – cinemas, livrarias e botecos – juntas. já pensou que legal?

    thur, eu acho válido que as pessoas construam para si uma ficção do tipo do barbudinho. na vida a gente pode acreditar em muitas coisas. eu só não aceito que tentem me empurrar isso goela abaixo. cada um que invente a sua fé – deus, fadas, gnomos, a grande mãe, o cacete! – mas que a mantenha para si, sem dar a isso o nome de Verdade, com ‘V’ maiúsculo.

    stella, eu não sabia dessa história da caixa de Pandora, mas vem bem a calhar. beijinhos, cambada

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