Momento Kleenex

Ontem fui ver, tardiamente, ‘O Lutador‘, filme-redenção de Mickey Rourke. Última chance, no cinema da universidade, quase vazio – como eu gosto – ingresso a 6 reau. Nem preciso dizer o que aconteceu. Eu já estava meio sensível por coisas que haviam acontecido durante o dia e – bingo! Chorei de me acabar. Impossível, impossível – vou repetir de novo – impossível não amar o filme. Não vibrar com a trilha sonora oitentista. Não se apaixonar por Randy, the Ram.  Impossível não se emocionar com ele. A gente esquece que ali tem um ator interpretando tal é a maneira como Rourke agarra o personagem. A luta de Randy é – em última instância – a luta de todos os seres humanos. A gente quer ser amado e aceito. Simples assim. E daí vem toda a complicação. Eu poderia passar todos os dias do resto da minha vida vendo ‘O Lutador’, me emocionando com ele, e nem assim me cansaria. E querem saber? Eu, que havia chorado o dia inteiro, saí do cinema de alma lavada e não chorei mais. Tem coisas que só um Randy faz por você.

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O filme vale também pela lindíssima Marisa Tomei. A mulher tá com o capeta no corpo. Idem idem pra Evan Rachel Wood. Participação breve e intensa. De babar as duas.

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Eu li umas resenhas legais sobre o filme, mas gostei dessa e dessa aqui. (Ah, tá. Eu sei que cheguei tarde à festa. Todo mundo já viu e falou do filme à exaustão. Quem manda não acabar a tese logo e ir viver a vida. Humpf.)

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(Ok. Me chamem de piegas, mas eu me emociono pra caralho com essa música. Só saí do cinema ontem quando ela acabou de tocar e os créditos subiram todos.)

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Adendo: obrigada, Tina, por ter insistido tanto para que eu visse. Valeu mesmo. :***

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14 Comments

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14 responses to “Momento Kleenex

  1. Quéisso, sempre alerta. Eu adoraria pegar um cineminha com você. Bjks.

  2. Arthur

    Taí um filme que não entrou muito fortemente no meu radar, vai ficar para quando voltar ao Brasil e tiver mais tempo novamente.

  3. thur, você vê essas imagens de homens grandalhões se jogando um em cima do outro e não imagina quanta ternura tem nesse filme. como ele é delicado e sensível. eu acho imperdível. vou comprar o DVD quando sair e guardar pra sempre.

    tina, oh eu também adoraria. eu preciso muito conhecer curitiba e sentir o calor humano que emana de lá, hahahahaha. quem sabe na próxima viagem 😉

    bjs

  4. aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaah como assim, crisolda?
    eu mesma enquanto pessoa já havia te dito que era lindo. foda. o melhor dos melhores.
    as roupas, a música, a marisa e a vida se mostrando impiedosa enquanto ele toma cachaça é coisa das que mais reconheço..
    ai, ai.

  5. Ai, debs, debs. eu to ficando véia amiga. você disse sim, eu que to caduca. beeem caduca. mas é lindo demais da conta, né?

  6. madoka

    Agora que tou tendo um tempinho, e depois do seu post vou correr atrás pra ver o Rourke e a Marisa Tomei. Depois daquele nove semanas não vi mais nada do dito ator. Tá na lista dos primeiros filmes que quero ver. Arigatô pela dica

  7. Nunca vi o filme, mas acho que por implicancia com filmes que envolvem luta livre e essas coisas. Implicancia porque levei anos pra assistir Clube da Luta pensando que era sobre isso. Vai entender a pessoa, né?
    Mas verei sim. 🙂 Parece bem recomendado.
    E, mais uma vez, o comentário na aula de inglês foi “eu queria que a Cris voltasse pra UFF”… eu sei a gente nem era exemplo de aluno, mas você faz falta. 🙂

    Beijos

  8. Engraçado vc falar em redenção do Mickey, porque pra mim a lição do filme é – não existe redenção e ponto final. A gente é aquilo mesmo que já foi a vida inteira.

  9. monica

    Não vi, mas gostaria de ver, agora mais ainda. Saiu da Uff e não está mais em cartaz no Rio. Buéééé.
    Bjs,
    Mônica

  10. Que fofa!!! Espero ver esse filme em breve.

  11. tenho certeza que você vai amar. e gostaria de poder ver junto contigo. 😉

  12. poxa, moniquinha, que bobeada. logo você que não deixa passar uma. peninha. =(

  13. ah, mas eu não usei ‘redenção’ no sentido de ‘salvação’ dele. foi mais pra dizer que o homi voltou a ativa e parece que dessa vez vai engrenar. eu concordo com você no que diz respeito ao filme. ali a mensagem é a de que a gente sempre vai viver por determinadas coisas, ainda que elas acabem nos destruindo. não acho que seja fatalismo, é só questão de escolha mesmo. bjs

  14. poxa… esta passando aqui AINDA, em campinas e eu AINDA nao o vi… saco.

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