Porque eu amo esse cara

Olho para um objeto e digo “Aquilo é uma ávore” ou “Eu sei que aquilo é uma árvore”. – Se agora me aproximar e concluir que não o é, é possível que diga “Afinal não era uma árvore” ou, em alternativa, digo “Era uma árvore, mas já não o é”. Mas se todas as outras pessoas me contradissessem e dissessem que nunca tinha sido uma árvore e se todos os outros testemunhos fossem contra mim – para que me servia apegar-me ao meu “Eu sei”?

L. Wittgenstein, ‘Da Certeza”

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Às vezes a gente se apega a umas convicções bestas, né?

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9 Comments

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9 responses to “Porque eu amo esse cara

  1. é por isso que nego levantando bandeira, qualquer que seja ela, me dá uma canseira da porra.
    é diferente mas igual, né?

  2. PD

    Será? Não sei…
    🙂

  3. É mesmo… vai entender, né?
    A gente não sabe de nada. Acho que é por isso que cismamos saber de tudo…

    Beijo, Cris!

  4. ah, dita, eu acho que tem a ver, sim.

    PD, pode ser, não? 🙂

    stella, eu penso sempre nisso. a gente deve sempre desconfiar daquilo que *pensa* que sabe.

    bjs!

  5. monica

    Ótimo!
    Bjs,
    Mônica

  6. Cris,
    lembrei de vc esses dias, tinha um francês no metrô com carinha de intelectual, roupinha moderna, all-star, óculos de aro grosso. Ele lia compenetradamente um livro e de vez em quando dava umas risadinhas. Tentei ver que tipo de humor que ele estava lendo. Fiquei bege: Wittgenstein. Pode? Ou no fundo o menino não estava entendendo nada e ria de desespero?
    Beijossssssss, saudades

  7. hahahaha, tata, essa foi a melhor do a-no! é bem a cara de leitor de wittgenstein, isso aí. eu num sou ‘muderna’, nem descolada, mas lá na puc o povo wittgensteiniano é todo igual a esse carinha aí. tem umas coisas de wittgenstein bem engraçadas mesmo, sabe. coisas de gente bem maluca, mas que tem tiradas geniais e inacreditáveis. sim, e na maioria das vezes a gente ri de desespero, tipo: ‘cara, posso morrer e reencarnar 1000 x que não vou entender o que esse maluco tá dizendo’. mas é bão, viu. eu gosto. 🙂

    bjs

  8. madoka

    Então Cris, se não me engano, eu acho que não tenho nada do Wittgenstein, que eu me lembre lá no Brasil, hehehehe, como se eu tivesse imensa biblio, me indica então, pra começar algo dele, que tal.
    bjs
    madoka

  9. então, madoka. se tu estiver falando sério [e tu é louca de pedra se estiver, mas eu não tenho nada com isso], o melhor pra começar a ler o austríaco doidão são os comentaristas dele. ah, e é preciso ter um bom dicionário tb. eu recomendo o do glock, com tradução de helena martins. depois, pra ir se ambientando aos poucos um livrinho de um cara chamado ‘grayling’, cujo título é justamente esse: ‘wittgenstein’. e como wittgenstein é um filósofo badalado, tem também a biografia dele – ‘the duty of genius’ – e um livro sobre um encontro histórico dele com karl popper chamado ‘o atiçador de wittgenstein’. se você gostar de filme, tem um do derek jarman feito na década de 80, também chamado ‘wittgenstein’. bem, pros não-iniciados, essas são boas rotas e, se depois você ainda continuar interessada, pode partir pra coisas mais ‘pesadas’. querendo é só escrever. bjs, querida

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