Historinha infame

Um amigo recente meu, coitado, foi parado numa blitz na Lagoa Rodrigo de Freitas. Os meganha mandam descer, revistam, apalpam e o escambau. Ficam algum tempo nisso e liberam o infeliz. Quando ele volta finalmente pro carro, dá falta do celular, que estava no banco do carona. Sim, queridos. Ele foi rou-ba-do pela polícia do Ridejanêro, ouviu, Sr. Sérgio Cabral? Roubado.

Apesar da infelicidade do ocorrido, eu não pude deixar de rir quando ele contou o fato:

– Poxa, já não bastava tomar uma dedada [aka: exame de próstata] pela manhã, ainda tenho que ser roubado, né?

Vida de carioca é asim, gente. Dedada pela manhã, roubo à tarde e um por de sol lindo pra compensar. Coitado do meu amigo.

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12 Comments

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12 responses to “Historinha infame

  1. Não é só aí, bem. Minha irmã sofreu sequestro-relâmpago, anos atrás, com o namorado, em pleno carnaval. Passou umas 3 h com os bandidos, tudo doido de crack, pegando dinheiro em caixa eletrônico, agachados no banco de trás do carro dela. Daí os caras soltaram os dois e deixaram no centro da cidade. Mas como foram com a cara do casal, avisaram onde iam deixar o carro. E disseram: a chave vai ficar na roda esquerda da frente. Claro que a irmã contou pra polícia. Um policial ligou pra ela no outro dia e avisou que o carro tava lá mesmo, e com a chave na roda, e que tava perfeito, sem estrago nem tinham roubado nada. Quando ela foi buscar o carro, coisa de um dia e meio depois, por causa da burocracia, o carro tava sem som, sem macaco, sem estepe… sumiu tudo na delegacia.

  2. Que situação, viu? Fiquei com pena… rs Eu sei que pena é uma coisa muito tosca, mas não consegui evitar o sentimento.
    Eu não acredito na polícia. “Chama ladrão”, que pelo menos, não tem fé pública.

    Beijo!!

  3. Sei bem o que é isso. Vc tem que rezar pra não encontrar bandido e apelar pra todos os santos pra não encontrar a polícia. Pq o choque de ordem só aparece mesmo quando convém.

  4. Ui, mais uma das ‘delícias’ de se morar no Rio. Mas ainda bem que foi só o celular, poderia ser a carteira…

  5. Su

    Ah, eu tô numa fase que não consigo achar a menor graça (se não fosse pela “dedada”, ahahahahahah). É revoltante, tadinho do menino! Mas como falou a colega acima, antes o óculos do que a carteira, né? Beijos querida!

  6. po, su. eu tambem nao acho nada engraçado ser roubado pela policia. eh revoltante e pra mim bandido [o que nos reconhecemos como bandido] tem mais dignidade e merece meu respeito muito mais do que essas figuras aih. o que acontece aqui eh que a gente acaba fazendo piada de tudo pra poder aguentar o dia-a-dia. e, oh: o que levaram dele foi o celular, nao os oculos, minina, hehe. bj pra ti tambem!

  7. karol, mesmo com essas coisas eu nunca pensei em sair daqui. alias, pensei sim, mas era numa epoca em que eu achava que nunca iria achar emprego por aqui.

    haline, eu concordo com a stella: a gente tem mais eh que chamar o ladrao, neh?

    vixe, tina. serah que os daih fizeram cursinho com os daqui? tudo igual. bjs, gurias.

  8. Nossa, é cada uma. Eh rir pra não chorar, senão a gente corta os pulsos mesmo.

  9. Ah não, o Rio é maravilhoso, mesmo com todas essas barbaridades. Eu só troquei de cidade pq não queria mais namorar a distância hehehe

  10. putz, q merda hein?
    bom, pelo menos o por do sol né, alguma coisa tem q acabar bem no Rio de Janeiro. rs
    bjs

  11. pois, é, juzinha. pelo menos. [e você, quando vem conferir o por do sol mais lindo do mundo?] bjs

  12. hum, acho q logo logo…
    off topic: ei, já entrou no consórcio da natura? 😉
    bjs

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