Aqui não tem bad hair day

Eu vim a esse mundo em desvantagem em muitos quesitos em relação a outros seres humanos – a conta bancária, por exemplo. A minha só vive no vermelho – por absoluta falta de tino e senso ou porque é assim mesmo que tem que ser, amém. Se tem uma coisa, porém, que eu nunca, nunquinha vou poder reclamar é de cabelo. O meu é do tipo que eu posso passar até bosta de vaca que ele fica bom. Depois que eu descobri a Leylianne [é esse mesmo o nome dela], no Werner do Ingá, a cabeleireira ‘mara’ de que eu falei num post aí embaixo, minha vida mudou. Agora a minha trajetória nesse planeta se divide em AL-DL. Um divisor de águas, a Leylianne. Porque cabelo liso, escorrido, tem tudo pra ficar sem graça se o corte não for legal. Pois ela fez um que me deixou as madeixas com um ar assim ‘revolto’, sabem, parecendo que eu acabei de vir de um passeio de montanha russa. É só lavar, pentear e sair. Não precisa nem de secador, olha que beleza.

No quesito shampoo, se não tiver nenhum que preste à mão, até aqueles de motel quebram o galho – e não fica ruim. Ultimamente, porém, como eu disse pra alemoa aqui nesse post, os que têm frequentado meu banheiro são dois. O Balancethérapie, da New Care pra cabelos mistos e o de amora e sândalo da linha Nativa Spa, do Boticário. O primeiro custa aí por volta de 6 reais e vende em qualquer boa farmácia. O segundo é um pouco mais caro: custa uns 18 dinheiros, mas ó: é bom bagarai. Fora o cheirinho, que é uma delícia. Eu não uso condicionador. Uma vez por mês lavo com um shampoo anti-resíduos da Éh! e duas vezes por mês passo um creme da Ecologie nas pontas. E só.

Pode até parecer muito, mas não é. Até hoje, só entrei em salão pra cortar mesmo. Tintura, nem pensar. Cabelitcho virgem ainda e, espero, por algum tempo, até que outros fiozinhos brancos venham fazer companhia pros dois ou três que o doutorado instalou na minha cabeça. Afinal, não se pode ganhar todas.

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11 responses to “Aqui não tem bad hair day

  1. Eu acho que a gente tem a mesma idade, né? Eu já estou com bastante pêlos brancos, mas eles se concentram na minha barba, na região do queixo.

    Como eu me mantenho sem barba (pra dar esse ar de garotão que eu não perdi até hoje, hehehe), eles não aparecem.

  2. hahahahahaha, acho que tem funcionado pra você, marcus. na minha família, as pessoas custam mais a ter cabelos brancos. meu pai começou a tê-los em mais quantidade depois dos 50. já a minha mãe, aos 62, ainda nem tem a cabeça toda branca. ou seja, espero que a herança genética me ajude. tenho amigas que, aos vinte e poucos, já estão com a cabeça coberta de cabelos brancos. eu já decidi que quando isso acontecer comigo, faço igual à suzana de moraes [quando a vi no documentário sobre o pai, vinícius]: corto bem curto e deixo ficar branco. nela ficou ótimo. como eu sou metida à moderninha, de repente fica chique, rs. acho que morro e não pinto o cabelo, mas sei lá. tudo pode mudar. bjs!

  3. Sorte a tua né moça 🙂
    eu também não tenho dias de bad hair, meninas vivem, “oh, que cabelo, o que vc faz pra manter ele assim?”, ao que respondo “Eu lavo”.

    Uma vez a cada dois dias, condicionador de cabelos mistos, that’s it 🙂

  4. querido, teu cabelo é simplesmente leeeeeendo. e você sabe o quanto ele chama atenção, né? dá a impressão que você tem o maior trabalho com ele, mas eu fui testemunha ocular que não é assim, rs. beijins

  5. Eu tenho 28 e tenho fios brancos desde 17 anos. E estes só se multiplicam.
    A impressão que tenho é que cada vez que lavo a cabeça nasce mais. Ou seja: regou, nasceu!
    Tenho usado henna para não me render a escravidão das tintas, mas não tá dando mais não…. 😦
    Oh, vida cruel!
    rsrs
    Um beijo,
    L.

  6. Eu prefiro cabelo ruim e conta gorda. Porque, né, com dinheiro tb não tem bad hair.

  7. hahahahahaha, bruno, eu prefiro ter os dois. mas prefiro acreditar que ainda estou em vantagem em relação a quem tem conta gorda. bjs!

  8. essa do ‘regou, nasceu’ foi boa. já teve cabeleireiro entusiasmadíssimo, querendo tingir meu cabelo. eu faço a egípcia e finjo que não to nem aí. porque eu acho tinta exatamente isso que você falou: escravidão mesmo. bjs, linda.

  9. Arthur

    Já o troglodita aqui deve ter bad hair day 365 dias por ano mas nem liga 🙂

  10. Já fui assim, no bad hair day, mas agora com os cabelos tomados por brancos (uns 70%) disfarçados pela escravidão da tinta a cada 12 dias, pelo menos, fica mais difícil. Cortei pra ficar moderna mas o cabelón só segura a ousadia à base de secador e escova. Enfim, a idade me fez perder o ar natural. Se não for assim, tenho que apelar pro coque e rabão – tava assim, mas me senti meio Escrava Isaura e fiz a besteira. Weeeell, cabelo cresce, né?

  11. Assim, virgem virgem, o meu cabelo não é. Mas faz uns 7 anos q não pinto, então agora ele está com uma cor linda. Tb não tenho segredo nenhum. Lavo todos os dias, às vezes duas vezes ao dia e ele continua certinho. Eu uso shampoo de pobre (Seda, Elseve, Dove) e ainda sim ele continua chique, assim como todo o resto da minha pessoa. (uauhahuahuha brincadeira isso rs).
    Um beijóm, fofa.

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