Language

A música da Suzanne Vega deve ter entrado na minha vida há uns 20 anos atrás [parêntese: a pessoa vai ficando velha e as referências passadas todas dizem respeito a, no mínimo, 20 anos atrás. Ai ai].

Naquela época ela estourou com uma canção chamada ‘Luka’, que tocou no rádio até cansar. Daí o gatinho que gostava de ‘filmes cabeça’ me deu o vinil [vinil, gente!] de presente. ‘Solitude standing’ era o nome. Amei. O violão folk [violão? guitarra?], as letras, a voz suave. As canções da Suzanne eram um punhado de melodias gostosas de ouvir e de cantar. Eu sabia a maioria de cor. Como essa, que eu adoro. ‘Language’ é o nome.

Engraçado que daria pra escrever um post enorme sobre Filosofia da Linguagem apenas tendo essa música como mote. Existe separação entre linguagem e pensamento? A linguagem é insuficiente para ‘traduzir’ pensamentos? Ela nos restringe?

A Suzanne acha que sim. Para ela existe um universo dentro de nós que a linguagem não consegue sequer tocar. Um mundo oculto e muito mais rico. E, com ela, muita gente concorda. Filósofos, linguistas, gente comum. Wittgenstein não concordaria. Mas isso eu conto depois.

If language were liquid
It would be rushing in
Instead here we are
In a silence more eloquent
Than any word could ever be

These words are too solid
They don’t move fast enough
To catch the blur in the brain
That flies by and is gone
Gone
Gone
Gone

I’d like to meet you
In a timeless, placeless place
Somewhere out of context
And beyond all consequences

Let’s go back to the building
(Words are too solid)
On Little West Twelfth
It is not far away
(They don’t move fast enough)
And the river is there
And the sun and the spaces
Are all laying low
(To catch the blur in the brain)
And we’ll sit in the silence
(That flies by and is)
That comes rushing in and is
Gone (Gone)

I won’t use words again
They don’t mean what I meant
They don’t say what I said
They’re just the crust of the meaning
With realms underneath
Never touched
Never stirred
Never even moved through

If language were liquid
It would be rushing in
Instead here we are
In a silence more eloquent
Than any word could ever be

And is gone
Gone
Gone
And is gone

Se a linguagem fosse líquida

Ela estaria fluindo

No entanto estamos aqui

Num silêncio mais eloqüente

Do que qualquer palavra pode ser

Essas palavras são tão sólidas

Elas não se movem com a rapidez necessária

Para capturar a confusão que paira

Na minha cabeça

E que se vai

Se vai

Se vai

Eu queria te encontrar

Num lugar sem tempo e sem hora

Algum lugar fora do contexto

E além de todas as conseqüências

Vamos voltar ao prédio da Little West Twelfth

Não fica longe e o rio está lá

E o sol e os espaços

Estão todos ao nível do chão

E nós vamos sentar no silêncio

Que vem fluindo e se vai

Não vou usar as palavras de novo

Elas não traduzem o que eu penso

Nem dizem o que eu quero dizer

Elas são só a superfície do sentido

Com reinos ocultos

Nunca tocados, nunca revelados

Nunca movidos

Se a linguagem fosse líquida

Ela estaria fluindo

No entanto estamos aqui

Num silêncio mais eloqüente

Do que qualquer palavra pode ser

E que se vai

Se vai

Se vai

***********************************************

Tradução mal feita e apressada dessa que vos escreve.

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11 Comments

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11 responses to “Language

  1. Eu tive esse disco em vinil, mas confesso que não me causou muita impressão. Mas a letra dessa música é muito bonita.

    Coloquei no Blip.fm a versão de estúdio da música, em áudio.

  2. Eu gosto das músicas, mas eu confesso q era pequena quando isso era sucesso. rs bjobjo

  3. marcus, eu não sou especialista feito tu. eu escuto e gosto ou não gosto. falta de referências dá nisso, hohohohoho [a carreira dela tem mais baixos do que altos, reconheço. eu gosto muito mesmo é das letras. de ‘solitude standing’, por exemplo, e ‘marlene on the wall’. e dessa aí claro. acho que ter estudado literatura deu a ela essa sensibilidade]. bjs

  4. esquenta não, haline, todas as pessoas são mais novas que eu, pelo menos as pessoas que habitam o meu mundo, ou seja, TODOS os meus amigos. já tô acostumada.

    🙂

  5. marcus, por deus, agora que eu vi: ” a cris é linguista [oquei, eu sou] e fez um um interessante post usando essa música etc etc…” bom, agora vou ter que pensar num post de verdade, né. porque essas duas linhas aí que eu escrevi não são um post. [ai, como você é fofo]. bjs de novo.

    🙂

  6. Tina Lopes

    Ai, não quero pensar. Vamos falar de sapatos? Hahahahaah #brinks hein. Mentira. Vamos falar de maquiagem?

  7. “Marcus Pessoa: há cinco anos obrigando seus amigos blogueiros a trabalhar”.

    :^D

  8. “my name is luca
    i live on the second floor…”
    eu adorava essa música.
    bjs

  9. juju!!!! essa do luka tocou até cansar, né? [que bom que alguém lembra, hahahahahaha] bjs

  10. menina, é claro q eu lembro, é do meu tempo…
    bj

  11. No meu caso eu concordo com a Suzanne sim. Eu sempre tive (e ainda tenho) problemas comunicando o que penso. Por escrito é mais fácil que falado, mas mesmo assim complicado. Mas talvez seja só eu que seja complicada mesmo 😉 E a linguagem só acompanha….

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