Monthly Archives: January 2010

Da arte de se fingir de morta

Sacumé, tem gente [gato também é gente, não sabiam?] que sabe fazer charme. Aprendam, crianças.

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Filosofia cretina do dia

O que você faz quando um sapato bonitinho, mas ordinário literalmente f* com os seus pés?

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Disfarça a dor com uma cara de paisagem e continua usando o dito cujo.

Lórrico.

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Poser, eu? Magina!

Porque, né? Axl Rose in my heart forever, rs.

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Hoje aconteceu um surto de saudosismo oitentista aqui no coração da pessoa. E ficamos eu e a Su no G-talk, desfiando causos e lembrando das nossas bandas oitentistas favoritas e do mico que era [e continua sendo] gostar delas, hahahaha. Então ela lembrou dessa aqui:

E eu passei a tarde berrando a letra dessa aqui:

E tentando convencer uma amiga a aprender a tocá-la só pra eu poder cantar junto. Fala sério, tem algo melhor pra espantar uruca do que cantar bem alto:

Remember yesterday – walking hand in hand
Love letters in the sand – I remember you
Through the sleepless nights and every endless day
I’d wanna hear you say – I remember you


E só pra terminar o surto, vai ter show do Guns no Rio dia 14 de março. Tudo o que eu queria era ganhar um dinheirinho no bicho pra ver os caras e os Cranberries amanhã. Mas eu sou tão azarada que não ganho nem rifa de igreja. Snif.

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Nanni

Meu conhecimento de cinema italiano é quase nulo; uma ignorância imperdoável. Dos poucos filmes que vi o mais marcante foi, sem dúvida, ‘Noites de Cabíria’. Por questões óbvias, vez por outra eu tinha que parar o filme pra poder respirar um pouco e andar pela casa. Porque dava um aperto bem aqui no fundo.

Daí um dia, nem sei como, descobri o Nanni Moretti e seu ‘Aprile‘. Não sei se li algo sobre e fui buscar na locadora ou se vi o filme em algum desses festivais da vida. Só sei que foi amor à primeira vista. Adorei a história do cineasta às voltas com o nascimento do primeiro filho, tentando fazer um musical sobre um confeiteiro trotskista [tem como ser mais divertido?], ao mesmo tempo em que desfia sua decepção com a política. Depois desse vi ‘O quarto do filho‘, também no cinema e só muito tempo depois conheci ‘Caro Diário‘, o qual, cronologicamente falando, vem antes desses dois aí.

‘Aprile’ e ‘Caro Diário’ eu tenho na minha estante. Sim, senhores, porque, apesar de adorar internet e ser aprendiz de nerd eu ainda gosto de uns tantos itens da chamada ‘cultura analógica’, leia-se CDs, DVDs e livros. Não gosto de nada digitalizado, nada de arquivos no computador. Filme pra mim é algo de pegar, de ver a capa, de ler a contracapa, todas essas coisas que eu acho uma delícia e que são impossíveis de se fazer com um arquivo que você guarda nas profundas do notebook. Sou obsoletíssima, obrigada.

Daí que eu tirei esses dias pra rever ‘Caro Diário’. Eu vejo aos pedacinhos mesmo, saboreando o filme e as comidinhas que em geral me acompanham nesses momentos. Eu costumo ver o filme na hora das refeições e acompanhada da Samara que deita do meu lado e dorme [acho que ela não curte muito cinema italiano]. Eu gosto muito dessa trinca de filmes do Moretti [não vi outros ainda por falta de oportunidade; o próximo da lista é ‘Caos calmo‘, onde ele não encabeça a direção, mas assina o roteiro e atua], mas ‘Caro Diário’ pra mim é um deleite.

São três histórias, todas com atuação e narração do Nanni. A primeira é um tour que ele faz por Roma de lambreta, falando dos bairros de que mais gosta, eventualmente tentando conversar com as pessoas que encontra. Via de regra, os assuntos são seu filme favorito, ‘Flashdance’, e a vontade que ele tem de aprender a dançar. Eu rio demais com a aparente naturalidade com a qual o Nanni trata as esquisitices humanas. É um tom propositalmente sarcástico, mas ao mesmo tempo afetivo, como se ele dissesse: “Estão vendo, nossas idiossincrasias, nossa maneira peculiar de ver o mundo, nos irmanam”. São esses pequenos detalhes que me pegam na narrativa dele. Impossível não achar graça e, ao mesmo tempo, não se reconhecer.

Na segunda história, Nanni e um amigo percorrem várias ilhas italianas em busca de um lugar calmo para que possam trabalhar. Aos poucos, a paz que eles buscam longe de todos os artefatos da cultura moderna – que tem na televisão seu maior ícone – acaba virando uma prisão insuportável. A última história mostra a peregrinação de Nanni pelos médicos da capital italiana, em busca de algum que o cure de uma coceira intensa nos pés e nos braços. Com um tom de documentário, Nanni reúne as receitas que são prescritas, lê as bulas das centenas de remédios comprados, percorre vários consultórios em vão, até ir parar, meio que por acaso, num instituto de medicina chinesa. Algo muito familiar a todos nós e que acaba nos arrebatando. Bom, pelo menos arrebatou a mim, rs.

O Nanni é um desses casos de identificação total com uma obra, ou parte dela, a que eu consegui ver até hoje. Pena que as referências sobre ele sejam bem poucas. Em todo caso, fica aqui a dica pra quem ainda não conhece.

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Zuzo bem

Prestenção no sorriso de lesada...

Isso, senhores, vejam bem, é uma pessoa que passou a tarde na praia em péssimas companhias, pra ser mais exata a lôra, a coelha e ela, a paulista mais carioca do mundo [a qual basicamente adora dizer que carioca é marrento pra cacete, mas nos ama de paixão].

Eu não bebi quase nada, mas aqueles bródi ali atrás [estão vendo?] estavam queimando uma erva violentíssima e os eflúvios certamente influenciaram os humores da galera. Pra melhor, diga-se de passagem. Saí da praia às 8 da noite, isso nunca me aconteceu. De lá pro Felice Café pra tomar sorvete de pistache. E finito, né. Precisa mais?

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Pecados

Miranda me disse depois: “Você já deve ter transado com centenas de mulheres. Eu queria saber como era.” “E como foi?” Ela então disse coisas em que não acreditei de todo, mas não tinha importância. Ela fora audaz – havia se dado conta de que era capaz de fazer aquilo, por mais decidida e apavorada que se sentisse escondida no banheiro. […] Miranda, aquela menina que se esparramava, que aprontava palhaçadas, fazendo pose, a roupa de baixo espalhada pelo chão. Só o prazer de olhar já bastava. Se bem que ela me deu muito mais do que isso.

Philip Roth, O Animal Agonizante


Comprei esse ontem, juntamente com outro do Ricardo Piglia. Queria muito ler o Roth, principalmente depois que vi o filme, no ano passado. O livro não decepcionou. É forte, marcante e belo.

Hoje vou comprar o Bukowski. Três livros pra ler.

E a tese agoniza na mesa da sala, esperando que eu a revise e leve-a para a digitalização na PUC. Só tenho mais um mês para isso. Mas há também o sol, os livros, os amigos. Em duas palavras: tô lascada.

E a metade das minhas férias acaba semana que vem. Ô, dó.

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Um gato

Gato que brincas na rua
Como se fosse na cama,
Invejo a sorte que é tua
Porque nem sorte se chama.

Bom servo das leis fatais
Que regem pedras e gentes,
Que tens instintos gerais
E sentes só o que sentes.

És feliz porque és assim,
Todo o nada que és é teu.
Eu vejo-me e estou sem mim,
Conheço-me e não sou eu.

Dele

É batido, eu sei. Mas me deu saudade agora. Das minhas aulas de literatura portuguesa e de um professor maravilhoso e inesquecível, chamado José Carlos Barcellos. Dá pra fechar os olhos e escutar a voz grave dele dizendo esse poema. Que tempo bom.

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