Barulhos privados em lugares públicos

Gente, o título do post não tem nada a ver com o filme do Alan Resnais [juro que pensei no Eric Rhomer, mas Deus me ajudou a não errar o nome]. Não é uma resenha, embora tenha a ver com cinema.

Estávamos eu e minhas duas amigas ontem no E*stação Botafogo pra ver esse outro filme aqui. Parênteses: se hoje você só tiver 15 reais na carteira invista-os em um ingresso e vá vê-lo. No quesito ‘filme fofo’ ele tira 10 com louvor, mas ele é um pouco mais que isso. Depois eu conto com calma.

Na verdade, só mencionei isso pra começar esse texto de uma maneira um pouco melhor, já que a ideia ao escrevê-lo é fazer uma pequena reflexão sobre os banheiros públicos. Hein? Já explico.

Vocês hão de concordar comigo que banheiro público é um mal necessário na sociedade ocidental, né? Tá, nem tanto, tem coisas piores, mas se vocês vissem o banheiro do E*stação Botafogo vocês concordariam comigo. Ter que realizar atividades tão – errr – privadas em um lugar desses já é algo que, de cara, inibe muita gente. Imagine ter que fazer isso num lugar super-mega espremido, onde mal cabem duas pessoas em pé esperando do lado de fora e onde você mal consegue lavar as mãos sem ter um contato mais ‘íntimo’ com a companheira de infortúnio que também aguarda a vez dela. Um sorrisimho cúmplice, foi o que eu recebi ontem enquanto tentava me inserir no tal banheiro. Daí que quando chega a minha vez e eu entro na minha área [nem tão] reservada, começo a ouvir alguns ‘barulhinhos’, sabem. Daqueles que você espera que ninguém escute dentro da sua própria casa, que dirá num banheiro de cinema.

Recadinho pro E*stação: vocês são *o* cinema alternativo do Rio de Janeiro, o queridinho do povo que adora filmes de festival [ou finge adorar]. Toda a [pseudo] intelectualidade carioca se encontra lá. Por que pelamordedeus vocês não investem num banheiro decente? Por que a gente tem que compartilhar cheiros e barulhinhos [ok, isso é inevitável, mas tão de perto???] de quem eu não sei nem o nome? [hahahaha, podia rolar uma apresentação prévia na entrada pelo menos, né]. Enfim. Isso foi só um desabafo inconformado. Segue a programação normal de férias.

***************************

Tem também o banheiro daquele outro cinema na praia de Botafogo onde você olha pro piso e, de tão brilhante que o dito cujo é, consegue ver toda a anatomia íntima da companheira da cabinezinha ao lado. Pra quem é voyer, ficadica. E chega de escatologia por hoje [Alguém aí conhece alguma história bizarra em banheiro público? Deixe o seu depoimento na caixa de comentários, agradecemos a participação, etc etc]

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9 Comments

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9 responses to “Barulhos privados em lugares públicos

  1. magnoliaaa

    eu conheci esse cinema semana passada (não moro no rio) e fiquei meio ué com o banheiro tb. como tinha mais gente que espaço (o que deve acontecer tipo TODA HORA), rolava toda uma fila que ia porta afora e tals. o resultado era que O MUNDO TODO conseguia ver quem entrava e saía das casinhas, sabe como? e a bosta é que a gente não tácostumada né, a tanta exposição, então eu vi umas trocentas fulanas saindo enquanto fechavam a braguilha, ajeitavam a calcinha e só depois se davam conta que, opa, tá todo mundo olhando. realmente um troço constrangedor.

    só que. eu perguntei se existia outro banheiro prum carinha do cinema e ele me indicou um que fica meio escondido ao lado daqueles sofás no fundo, sabe? pois então. esses aí são beeeem mais decentes. ficadica.

  2. Nossa, eu vou quase toda semana ao arteplex e nunca, nunquinha reparei no chão dos banheiros, ou vi qualquer outra coisa de viés, caramba, que mico estamos pagando, vou conferir isso next time.
    um abraço,
    clara

  3. ah, magnólia eu acho que esse que eu estava É o banheiro perto dos sofás. haverá outro escondido? oh my. tentaremos da próxima vez. valeu pela diquinha.

    clara, será que eu é que sou muito pervertida? enrubesci agora.

    🙂

    bjs!

  4. E se eu te contar que na Holanda homem faz xixi de pé sem ter cubículo? E o cubículo pras meninas é o mesmo que os meninos usam pra fazer o número 2?
    =) verdade!

    E vou anotar o filminho na minha listinha de filmes pra ver 😉

  5. CariocaExilado

    “Liberdade é saber parar sem precisar de alerta. Ser um pouco tola e muito esperta. Amar sem porteira, viajar sem fronteira e cagar de porta aberta”.

    Não é que o cimena está assumindo o papel de big brother e, de alguma forma, fazendo com que as pessoas exerçam um pequeno aspecto de sua liberdade? Rs.

  6. putz, eu até tenho uma história horrível de banheiro público, mas não torno pública nuuuunca. kkkk
    bjs

  7. poxa!!! era para eu ter visto este filme no dia 03, quando estive aí… estou doida para vê-lo. ainda está em cartaz???

  8. cris, e não é que é verdade sua história sobre ver as outras pessoas pelo chão dos banheiros – sim, pois fui aos dois grupos de banheiros, os de dentro e o que ficam ao lado do segundo bar – em todos eles o chão é tão brilhante que dá para ver todos os movimentos da pessoa ao lado, é só abaixar um pouquinho, caramba, fiquei bem constrangida. Será que é o caso de mandar email pros responsáveis pelo Arteplex, afinal é muito chato ficarmos expostas assim, eu não gostei nada.
    um abraço,
    clara lopez

  9. Eita, sentimental, conta pra gente, vai? 😉

    Lili, ‘500 dias com ela’ ainda está em cartaz no Estação Botafogo, tem sessão às 19:15, corre que ainda dá!

    Viu, Clara, nem era delírio meu. Eu também fico incomodada, sabe. Não é nada agradável. Acho a ideia do email muito boa. Se quiser alguém pra endossar… Bjs!

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