Um gato

Gato que brincas na rua
Como se fosse na cama,
Invejo a sorte que é tua
Porque nem sorte se chama.

Bom servo das leis fatais
Que regem pedras e gentes,
Que tens instintos gerais
E sentes só o que sentes.

És feliz porque és assim,
Todo o nada que és é teu.
Eu vejo-me e estou sem mim,
Conheço-me e não sou eu.

Dele

É batido, eu sei. Mas me deu saudade agora. Das minhas aulas de literatura portuguesa e de um professor maravilhoso e inesquecível, chamado José Carlos Barcellos. Dá pra fechar os olhos e escutar a voz grave dele dizendo esse poema. Que tempo bom.

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3 Comments

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3 responses to “Um gato

  1. hehehehe. a keka, né? vontade de apertar. 🙂

  2. Su

    Ó a cabritinha da Cris, gente! hahahahahah!

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