Da penteadeira da vovó

Aproveitando que hoje saí mais cedo da REPON…, ops! reunião de trabalho, fui dar um rolé no meu lugar favorito na cidade do Ridejanêro: o Centro. Se me perguntarem o que gosto mais ali, não saberei responder. Sou apaixonada por aquele pedaço da cidade, desde o Arco do Teles, até o CCBB, passando pelas ruazinhas estreitas, ali entre as Av. 7 de Setembro e a Rio Branco. É um quadrilátero precioso, onde a gente ainda encontra ecos de outros tempos. É ali, na esquina da Miguel Couto com a rua Buenos Aires, por exemplo, que fica a charmosa Chapelaria Alberto, um lugar onde tenho vontade de passar a tarde inteira [juro que quando ficar velhinha e excêntrica só andarei de chapéu. E danem-se os que não gostarem]. Das confeitarias famosas – leiam-se Colombo e a Cavé – nem é preciso falar. É chegar lá e rezar pra encontrar mesa. Indo mais em direção à Praça XV, a gente chega na 1º de Março, rua do imponente CCBB, das igrejas históricas e dela, a perfumaria mais linda do Rio, posso falar sem medo de errar. A Granado é, antes de tudo, uma viagem no tempo. Um tempo em que as mulheres tinham ‘toucador’ e ‘penteadeira’.

Em cada produto que a gente manuseia existe aquele ‘ar’ de coisa antiga, as embalagens evocam imagens de um passado que faz a gente suspirar. É tudo cheiroso, bem cuidado, dá vontade de levar todos os produtos e – se dinheiro eu tivesse – seria exatamente o que eu faria. Como isso não vai acontecer nunca – eu virar uma mulher endinheirada – me contentei em trazer dois sabonetes com cara de antiguinhos [um de benjoim e o outro de algo que penso ser lavanda] e uma manteiga emoliente pros meus pobres pezinhos ressecados de tanto usar sandália e chinelo no verão interminável que assola essa cidade.

Não bastasse a loja ser linda, os produtos serem maravilhosos e você não precisar vender um rim e um fígado pra comprar lá, eles ainda presenteiam seus clientes com amostrinhas fofas do perfume Isabela Capeto! Pra quem não é do Rio e estiver visitando a cidade, vale a pena agendar uma tarde pra conhecer a Granado. E pra quem é local e ainda acha que Granado é apenas sinônimo de polvilho antisséptico… tsc, tsc, tsc, como você pode ser tão antiquado?

🙂

Granado de ontem...

Granado de hoje

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10 Comments

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10 responses to “Da penteadeira da vovó

  1. Por que só quando ficar velhinha é que vai andar de chapéu?
    Bom gosto que a srta tem heim, a Chapelaria e a Granado é tudo dibom né? eu quero ir e passar a tarde inteira.
    beijos

  2. oi, madoka! olha, eu comprei dois chapelões nesse verão – e adoro! mas, sei lá, aqui no rio eu fico meio tímida de usar. na bahia eu usava todo dia, não só pelo sol, mas porque lá é difícil ver alguém sem chapéu. acho bobeira minha, preciso rever isso, rs. eu quero ficar velhinha e ter uma coleção deles, pra usar um a cada dia, de acordo com a roupa, hehehe. [vem pro rio passear, vem. a gente pode passar o dia todo no centro, duvido você querer voltar pro japão, rs]

    beijos!

  3. eu uso chapéu. uso e adoro. uso e recomendo. uso e acho lindo.
    queremos a cris de chapéu.

  4. hahahaha, mas tu fica linda de qualquer jeito, mulé. eu adoro meus chapelões, mas queria poder usar, por exemplo, pra ir trabalhar, será que rola? ai, tu tinha que ir na chapelaria alberto, ias ficar louca! bjs

  5. putz, me lembrou infância agora…
    meu pai usou demaaais os produtos granado.
    bjs

  6. hoje em dia não temos mais penteadeira aqui em casa.
    *
    em compensação em friburgo temos três. tem penteadeira até na sala. (da próxima vez que for lá tiro fotos pra mostrar).
    *
    e você viu que chiquê que ficou a granado depois da reforma do final do ano passado?
    bjus

  7. Nasci no Rio mas vim para SP com uns tres anos de idade – isso faz tempo!
    Com a familia toda morando aí sempre passava as ferias na cidade maravilhosa e frequentei muitas coisas do centro porque meu pai tinha um escritorio numa travessa da Rio Branco.
    Adorava uma livraria que tinha no edificio garagem de onde saiam os “frescões” (não adianta nem tentar que não vou lembrar o nome) e também da confeitaria Colombo, era viciado na geleia de mocotó que comia de colheradas geladinha…
    Bom, para concluir este, adorei este blog tanto que o adicionei nos favoritos do meu.
    Abraços “Dª Xepa”, com todo respeito!

  8. oi, renato!! obrigada pelo comentário. olha, o edifício garagem ao qual você se refere deve ser o Terminal Menezes Cortes. Fica ali na r. São José, bem no coração do centro. eu amo o Rio e amo a Colombo e todos os lugares lindos dessa cidade. moro em niterói por acaso, meu sonho é voltar pro Rio. volte sempre, dona xepa agradece, rs. bjs

  9. lulu, pois então não vi o chiquê, menina!! fui lá essa semana. vontade de parar um caminhão na porta e levar tudo, hahahahaha. tipo assalto mesmo. ah, você nem sabe, eu a-mo penteadeiras antigas, amo. quando eu era menina, morava no subúrbio do Rio e havia vários móveis antigos lá em casa: penteadeira, criado-mudo, guarda-roupa. na mudança pra nikity minha mãe deu cabo de tudo em nome de uma ‘modernidade’ horrorosa e de mau gosto. nossa casa perdeu todo o charme, snif. meu sonho até hoje é ter uma penteadeira e uma geladeira daquelas antigonas, sabe? aquelas bem ‘gorduchas’. e botar um pinguim em cima, ahauauauhuaa. beijocas.

  10. Mensageira

    esse post chega a me irritar, tantas são as coincidências no gosto. rs
    do começo ao fim, do chapéu ao pinguim de geladeira. grrrrrrrr
    rsrs

    (e as fotos antigas no balcão da chapelaria, heim?! lindas, né!)

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