Dos cadeadinhos da vida

Outro dia apareceu na minha timeline um retweet de alguém que ironizava quem usa cadeados para impedir o acesso às suas contas. Opa! Você não entendeu metade dessa frase? Não sabe o que vem a ser ‘timeline’ e ‘retweet’? Aconselho-vos abrir uma conta no Twitter e descobrir sozinhos. Assim, rapidinho, eu diria que a timeline é o conjunto de pessoas que fazem parte da minha ‘comunidade’ lá: as pessoas que eu sigo e/ou que me seguem, ou seja: as pessoas cujos tweets eu leio. ‘Retuitar’ é reproduzir algo que outra pessoa escreveu e que você:

(a) concorda e quer divulgar;

(b) discorda, mas quer polemizar em cima;

(c) discorda, mas quer ver a reação das pessoas que te seguem;

(d) discorda, mas quer ser sarcástico.

(e) NRA

Enfim. Apareceu um retweet bradando contra as pessoas – tipo eu – que ‘trancam’ as suas contas. Daí eu fui ver quem era a criatura que havia escrito a pérola. Não só não havia nome verdadeiro como nenhum tipo de informação sobre a vida pessoal do dito cujo. Ora, eu escrevo com meu nome. Não uso pseudônimo, nem crio personagens [já falei o que penso de gente que diz o que quer na voz de um personagem, mas se recusa a ouvir coisas que o desagradem. Aqui].

Pois então. Sabem o que eu acho de quem critica os tais cadeados e se esconde criando um ‘personagem’? Bullshit. Quer criticar o cadeado alheio? Coloque sua foto, nome e sobrenome, e um banner do seu candidato nas próximas eleições [o meu banner é da Dilma, pra quem quiser saber] e daí deixe sua conta aberta pra todos os idiotas do mundo te seguirem. O meu é fechado, não porque eu me ache tão importante a ponto de ter ‘stalkers’. Em 5 anos de blogagem isso nunca me aconteceu. Eu tenho a exata medida da minha desimportância. Porém, meu Twitter ‘oficial’ [não esse que está linkado aqui] é uma comunidade de amigos. Pessoas que eu conheço da blogosfera ou fora dela e que fui agregando à minha vida. Com eles eu sei que nunca corro o risco de ler nada com teor preconceituoso – machista, homofóbico, racista. Tampouco me arrisco a ler bizarrices. São pessoas que levam bandeiras muito parecidas com as minhas. E se você me perguntar se eu sou intolerante com divergências eu direi que não tenho mais idade para discutir com ninguém. Hoje quando escuto ou leio algo que acho absurdo eu só dou de ombros ou me divirto, em silêncio. Se meu Twitter fosse aberto eu teria que me dar o imenso trabalho de dar unfollow na criatura e bloqueá-la, logo, obrigada, mas não. Tem muita gente famosa e nem tão famosa por aí na blogosfera e que tem talento pra discussões – ou simplesmente que tem prazer em polemizar por polemizar.

Sabem o refrão da famosa musiquinha do RC “Eu quero ter um milhão de amigos”? Pois bem, eu não sou o RC e fico feliz com as 50 cabeças que habitam meu Twitter. Com esse blog aqui acontece a mesma coisa. Pouca gente lê – o que eu acho ótimo porque só volta aqui quem gosta ou quem me conhece. É por essas e por outras que a minha cútis segue bela e até hoje eu só contei 3 fios de cabelos brancos na minha cabeleira. Twitter fechado garante que eu vou gastar menos em creminhos. Minha conta bancária agradece efusivamente.

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9 Comments

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9 responses to “Dos cadeadinhos da vida

  1. Edu

    Ou, Dona Cris… A Senhorita não tem meu twitter, facebook, orkut, formspring ainda?? Que coincidência, eu também não, rsrs (em outras palavras, não tenho esses trem). O blog novo (velho… de fevereiro!) tá aí linkado. Ou http://pampublikong.blogspot.com. Além dele, só Google Buzz e flickr mesmo. 🙂 BEIJO!!!

    Mas se não visita meu flickr não deve saber que, pelo blog, acabei reencontrando Wans e Melo (os da feijoada da Batalha) sem saber que eram eles! Mundão pequeno, sô!

  2. Edu

    Ué… que couve com o comentário que eu comentei agora?? Tentando de novo…

  3. Edu

    Ah, olha ele ali em cima. 🙂 Belezentão.

  4. madoka

    somos quase da mesma idade Cris, rs, e portanto sigo da mesmíssima opinião que vc, não tenho mais idade pra discutir com ninguém, hahahahaha, adoro vc Cris.
    Nossa, eu tenho que te seguir pra aprender, contigo, como fazer pra só ter 3 fios de cabelo branco??? deve ser a genética. Estou acaba!
    bjs e tudo dibom.

  5. hahahahaha, madoka, eu também não sei qualé a receita pros fios não embranquecerem. só sei que toda vez que eu conto que nunca pintei o cabelo geral me olha de rabo de olho, sabe? tipo, ‘essa aí mente que nem sente’. mas é verdade. meu pai levou muitos anos até ter os primeiros fios brancos. minha mãe aos 64 ainda tá bem conservada. então agradeço à genética. pras rugas eu conto com o auxílio de bons cremes, dos ácidos e de uma derma que me acompanha desde os 30 e poucos. isso ajuda muito, mas eu sigo acreditando que o melhor mesmo é não se aborrecer. eu custei a aprender; já briguei muito. agora tô na dieta jonnhy walker com activia, hahahahahaha. beijos, flô.

  6. edu, meu amor, vou atualizar o link já. e quero conhecer essa casinha tão colorida e linda que eu vi nas fotos. beijo grandão!!

  7. Hellen

    AMO a dieta Jonnhy Walker com Activia. Eu, do alto dos meus 26 anos, já a utilizo…

    Só quero saber quando vamos combinar a reuniãozinha com guloseimas lá em Nikit pra eu afofar e apertar Samara????

    Beijos.

  8. vai ser logo, hellen. mês que vem eu tô de férias!! \o/ eu tenho teu cel? me manda. bjs

  9. Hellen

    Ai, tô de férias também (na faculdade, no trabalho ainda não). Pode deixar que mando pro seu e-mail…

    Beijos.

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