Cada um melhor que o outro

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Uma seleção de anúncios criativos e engraçados. Alguns apostam em clichês e reforçam certos estereótipos, mas são a minoria. Gostei muito dessas duas aí. Mas custei a decidir. Tem alguma que vocês acharam péssima? [por quaisquer razões?]

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O primeiro produto é um capacete para ciclismo. Na pressa de editar a foto, acabei cortando o dito cujo. Já o segundo é um amaciante de roupas. Incrível como a imagem é capaz de registrar tudo o que se quer dizer. Amay.

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Tem que escrever mesmo?

Foto que traduz bastante bem meu estado de espírito nos últimos tempos...

Eu queria tanto escrever sobre o livro novo que estou lendo e amando, mas não dá.

Queria também fazer um post sobre a discussão que rolou na sala dos professores a respeito de alunos gays e de como eu quase voei no pescoço de um professor idiota [que teve a coragem de dizer que aluno gay na aula dele tudo bem, mas sem ‘viadice’]. Só que ela – a preguiça – não deixa.

Também poderia falar que finalmente perdi amor ao dinheiro e comprei meu primeiro Rayban ‘lerrítimo’, depois de ser convencida de que o uso prolongado de lentes de sol ‘genéricas’ pode causar inúmeras doenças nos olhinhos.

Por último, poderia dar pulinhos e dizer que vou à FLIP de graça esse ano, graças a um sorteio da associação de docentes lá do trampo. Fui uma das nove felizardas – e olha que eu nunca fui sorteada nem pra ganhar frango de quermesse. Tudo bem que amantes da literatura irão torcer o nariz e dizer que a FLIP é festchenha – e é mesmo, a gente vai pelo social – mas quem não quer ganhar 4 dias de graça em Paraty?

Enfim. Apesar de todas essas coisas, a única vontade que me dá é escrever post no melhor estilo ‘querido diário’. Uma preguiça mortal daquelas bem boas, sem culpa nenhuma, que depois de 5 anos de doutorado eu tenho mais é direito de ter vontade de não fazer nada. Tenho dito aos meus amigos que tirei um ano sabático. Me dei esse presente. Trabalhar 2 dias por semana [num ritmo louco, mas ainda assim, apenas 2 dias], com mais 2 aulinhas na 6a à tarde. Ir à academia 3 vezes por semana e correr no final de semana. Comer sem pecado e sem juízo, tudo o que me der na telha [e me arrepender depois]. Ir a todos os médicos que não fui nos últimos dois anos, comprar livros [sobre assuntos bem diferentes da minha tese] e me comprometer a lê-los. Ver meus amigos com mais frequência. Viajar [nos últimos 6 meses fui à Bahia, ao sul e à São Paulo. Nas férias de julho vou à Curitiba conhecer essa moça e novamente à São Paulo. Nas férias de verão,  não sei. Mas queria passar uns dias aqui].

Por fim, as atividades que mais me consomem horas vagas: arar, plantar e colher na minha fazendinha, hahahahaha. Olhem só que graça:

Amanhã tenho umas coisas chatinhas pra fazer, mas também quero tentar produzir alguma coisa. Há dias que tento organizar um artigo e decidir pra qual periódico devo mandar. Só que eu sou igual a tartaruguinha da fábula e demoro, demoro e demoro a decidir. Acho que a demora tem a ver com medo também. Sempre foi assim. Medo de mandar o artigo e vê-lo ser rejeitado. Ridículo, mas – bem – quem acreditou naquela história de mulher-bem-resolvida? Então amanhã vai ser mais um dia tentando engrenar alguma coisa. Tenho pensado muito num projetinho de pós-doc, a princípio pra fazer no Brasil mesmo – se conseguir um orientador na USP ou na UNICAMP. Só que eu nem sei como nem por onde começar a buscar um orientador – ou interlocutor, como queiram. Como se vê, meu ócio é mais do que produtivo.

E, olha aí: eu nem queria fazer post nenhum.

🙂

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Mas, hein…

De-lí-cia

E o Roque Santa Cruz, gente?
Só duas palavrinhas: dels.mel.
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Não perco Paraguai X Japão por nada desse mundo.

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Os piores livros de todos os tempos

Segundo essa enquete aqui.

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Agora, alguém me explica como podem misturar no mesmo saco Dan Brown, Salinger, J.K. Rowling e Gabriel Garcia Márquez?

Eu, ingenuamente, pergunto: qual o critério?

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Partiu

O rei dormiu mal, de um sono inquieto que constantemente se interrompia, mas pesado e negro como se dele não devesse acordar mais, e foi um sono onde não aconteceram sonhos nem pesadelos, nenhum velho de aspecto venerável anunciando o suave milagre, Aqui estou, nenhuma mulher gritando, Não me maltrates que sou tua mãe, apenas uma densa e inexplicável negrura que parecia envolver-lhe o coração e cegá-lo. Acordava com sede e pedia água, que bebia às tarraçadas, e vinha à entrada da tenda para espreitar a noite, impaciente com o tardo movimento dos astros. Era lua cheia, daquelas que transformam o mundo em fantasma, quando todas as coisas, as vivas e as inanimadas, estão murmurando misteriosas revelações, porém vai dizendo cada qual a sua, e todas, desencontradamente, por isso não alcançamos entendê-las e sofremos esta angústia de quase ir saber e não ficar sabendo.

José Saramago, História do cerco de Lisboa

Sim, eu sei que todo mundo escreveu post sobre a morte do Saramago no próprio dia, ou no dia seguinte, e que falar disso agora parece algo deslocado no tempo. Não vou repetir aquele chavão de que hoje em dia tudo acontece com uma rapidez estrondosa e que hoje – terça-feira – o que aconteceu na semana passada já pertence a um tempo distante. Então para que falar?

O tema ‘morte’ tem-me feito companhia com frequência ultimamente. Penso e fico remoendo, talvez por isso ‘perder’ Saramago tenha causado em mim um efeito maior que a morte de outras ‘celebridades’.

Fui ‘apresentada’ a Saramago no começo dos anos 90. Tenho o costume de escrever meu nome e o ano nos livros que compro, e nos livros dele está lá gravado: 1991, 1993. Não lembro nem porque me interessei por ele, mas deve ter sido um movimento que já vinha desde a graduação: me apaixonei pela literatura produzida em Portugal e comecei a ler os ‘grandes’: Eça, Pessoa, Garrett, entre outros. Devo ter ouvido falar de Saramago pelas mãos de algum professor da especialização e fui atrás dos livros. Aqui na estante repousam A jangada de pedra, Memorial do convento, História do cerco de Lisboa, O evangelho segundo Jesus Cristo, As intermitências da morte. Prefiro os mais antigos. Desses, faltou ler Levantado do chão. Intermitências dorme tranquilo na prateleira sem nunca ter sido importunado. Lembro que comecei a ler uma vez apenas, mas senti saudade do Saramago de outros tempos e fechei o livro. O gosto me pareceu um pouco como o de comida requentada, mas ainda era Saramago, só que sem a força habitual. Os efeitos que a leitura de seu texto me causou, foram os mais variados: ora um enlevo, ora um solavanco. O estilo às vezes seco, martelado, entremeado de poesia me emociona até hoje. Quando fui à Mafra, na minha primeira viagem a Portugal, fui com o intuito de conhecer o convento descrito por ele. Podem me chamar de boba, mas quase chorei de emoção.

Quando soube de sua morte e vi as entrevistas dele na televisão deixei a fleuma de lado, abandonei o ‘quase’ e chorei de verdade. Foi Dona Cleonice Berardinelli, na sua sabedoria habitual, quem resumiu meu sentimento de perda – e, com certeza, o de outros também:

Em seu Diário, no dia 3 de Dezembro de 1935, escreveu Miguel Torga: “Morreu Fernando Pessoa. Mal acabei de ler a notícia no jornal, fechei a porta do consultório e meti-me pelos montes a cabo. Fui chorar com os pinheiros e com as fragas a morte do nosso maior poeta de hoje…” Hoje, agora há pouco, neste dia 18 de junho de 2010, chega-me pelo telefone a notícia de que morreu Saramago. Não tenho pinheiros nem fragas para meter-me entre eles e ir chorar minha profunda tristeza, mas posso, pelo menos, dizer que estou chorando a morte do maior  ficcionista de Portugal, um dos meus mais queridos amigos…

Nós aqui também lamentamos, Dona Cléo. Saramago nunca foi pop, mas merece ser ‘descoberto’ por quem o conhece apenas pelo cinema ou de ouvir falar. Quem sabe essa não é a hora.

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Se alguém perguntar por mim…

Diz que fui por aí,

torcer pra Argentina, tá? Xau! Adiós!

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Vocês querem vuvuzela, né?

Giant vuvuzela

Então, toma!!

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Imagem daqui. Auxílio luxuoso do Twitter do .

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